Aconteceu neste domingo 29/05 o Sucupira Resiste – Em Memória de Nossas/os Jovens, o ato de resistência frente à violência do Estado levou as vielas da favela do Sucupira, grafite, Rap e intervenções contra a violência policial.

O Ato aconteceu próximo ao local onde há cerca de um ano, o jovem Lucas Custódio (Dudinha) de 16 anos foi assassinado pela polícia enquanto voltava de um jogo de futebol. O caso não é isolado nas periferias de São Paulo onde a violência policial acontece com grande frequência e as maiores vítimas são os jovens negros.
O ato aconteceu com o propósito de explicitar não só o caso, mas a ação violenta do Estado na periferia por meio da polícia, que segundo a ONU (Organização das Nações unidas) mata cerca de 5 jovens por dia no Brasil.

Grafiteiras e grafiteiros da região compareceram ao ato para colorir a viela como modo de protesto, moradores/es apoiaram a ação disponibilizando o muro de suas casas para a realização dos grafites.

A criançada do Circo Escola Grajaú – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos somou ao ato com uma intervenção artística em que utilizando bonecos de Olinda, representavam os jovens negros mortos pela polícia.

Circo Escola Grajaú discute genocídio com educandas/os

Os bonecos de Olinda foram fruto das oficinas de grafite realizadas no Circo Escola Grajaú, as oficinas tem como temática principal o genocídio do povo preto, pobre e periférico, que durante a produção dos bonecos promoveu discussões sobre o tema e grafitagem dos muros do Circo Escola pelas/os educandas/os.

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As oficinas realizadas no Circo tem como proposta discutir as questões que cercam as/os educandas/os como moradoras/es de periferia, em sua maioria negras/os  e tantas outras especificidades que não são por acaso.

Nas oficinas se pretende uma troca coletiva e não a prática engessada professor/aluno em que o “conhecimento” é imposto de cima para baixo, sendo que a ideia é exatamente romper com essa prática que é de disciplinarização e autoritária.

A intervenção realizada pelas/os educandas/os do Circo é um reflexo dessa prática de construção coletiva em que a troca é supervalorizada e quando se trata do tema genocídio, as/os educandas/os se tornam protagonistas, pois são elas/es os principais alvos: pobres, pretas/os e periféricas/os.

Se liga nas fotos!

Sucupira Resiste - 2016