Após inúmeras discussões e mapeamentos organizados no Extremo Sul de São Paulo, o coletivo Abayomi Aba percebeu a urgência de retomar a discussão sobre o chamado “TOP 10 do Whatsapp”. A prática de cyberbullying, que consiste em casos graves de exposição de adolescentes por meio da publicação de fotos íntimas e com conteúdos difamatórios nas redes sociais, se tornou recorrente em várias escolas da região do Grajaú e Parelheiros. Por ser uma ação facilmente replicada, essa exposição ultrapassa os muros das escolas e afeta de forma direta a vida de crianças e adolescentes em todos os seus espaços de convivência.

Como ação concreta para combater essa prática e promover o debate sobre o assunto, o Abayomi Aba convida coletivos, indivíduos, organizações, todas e todos que possam falar sobre o TOP 10 para a construção de uma cartilha que será disponibilizada para as escolas e servirá de base para uma formação destinada aos educadores da rede pública de ensino dessas regiões e demais interessados.

Qual a ideia? Ter uma cartilha para distribuir nas escolas e usá-la para oferecer uma formação a educadores e possíveis interessados na problemática do TOP 10.

Como eu ajudo? Você pode escolher um ou mais temas listados abaixo, escrever um texto de forma simples e didática e enviá-lo para e-mail do coletivo (abayomiabajnv@gmail.com) até o dia 06 de maio.

As propostas de temas seguem abaixo, mas fique à vontade para sugerir outras questões:

• Quais as formas do TOP 10?
• Quais as razões de se fazer um TOP 10?
• Como podemos conversar/abordar o “agressor”?
• Como podemos conversar com a vítima?
• Quais as consequências do TOP 10?
• O que fazer em caso de exposição?
• Onde buscar ajuda?
• Como agir, denunciar?

O coletivo é composto pela Biblioteca Carolina de Jesus do CEU Parelheiros, os Escritureiros, o coletivo Rusha Montsho, a Juventude Politizada de Parelheiros, o CEDECA Interlagos e militantes negros  e periféricos da região de Parelheiros. Desde 2012, já realizou 11 encontros de luta para a igualdade racial e valorização da identidade, cultura e arte afro-brasileiras. Clique aqui e aqui e saiba mais.