Jovens e adolescentes de Parelheiros e Grajaú, no Extremo Sul de São Paulo, que compõem o coletivo Abayomi Aba pela Juventude Negra Viva estão em campanha em escolas públicas da região para alertar outras pessoas da mesma faixa etária sobre os danos causados pelo “TOP 10 do Whatsapp”.

A prática de cyberbullying consiste em montagens feitas com fotos íntimas de meninas e divulgação nas redes sociais com conteúdos difamatórios. Os primeiros casos foram registrados no final de 2014 e início de 2015, com a “eleição” das “10 meninas mais vadias” em escolas locais. Muitas vezes sem acolhimento pelas coordenações das escolas, os casos romperam os muros dos colégios e chegaram às ruas.

Os jovens e adolescentes criaram dois vídeos que utilizam a mesma linguagem do TOP 10. Um deles chama atenção para o sofrimento das vítimas que são expostas – houve casos em que as meninas deixaram de frequentar a escola, sair à rua e até se suicidaram.

O segundo vídeo, voltado aos agressores, questiona as motivações de quem cria as montagens.

Escolas
Ao longo desta semana, cerca de 10 jovens e adolescentes devem passar por 10 escolas do Extremo Sul. Além de promover o debate sobre um assunto recorrente no dia a dia de estudantes, a proposta é convocar a todos e todas a participarem do XII Abayomi Aba Pela Juventude Negra Viva para debater o genocídio negro, o extermínio das juventudes e a opressão causada por práticas como o TOP10. O encontro acontece no dia 13 de maio (sábado), a partir das 14h, na praça do Colônia, em Parelheiros. Clique aqui e saiba mais.