Nos dias 29 e 30 de maio de 2017, a Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED) reuniu associados em São Paulo para debater a conjuntura política, econômica e social do Brasil em uma assembleia nacional com representantes de centros de defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

Entre os pontos abordados nos dois dias, estão as ameaças de morte sofridas por defensores dos direitos humanos, o genocídio e o sistema socioeducativo, a conjuntura política que desafia e aponta para rever questões estruturantes da própria ANCED e a necessidade de luta mais revolucionária do que os centros de defesa estão fazendo.

“Necessariamente, os centros colocaram os dedos em suas próprias feridas, se o que fazem é estratégico e suficiente para a defesa de direitos humanos, se a própria ANCED responde aos anseios desses centros de defesa”, explica Djalma Costa, secretário-executivo do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDECA Interlagos, que participou da assembleia.

Outro ponto tratado foi a representação desses centros em instâncias da administração pública, como os conselhos nacionais, em um momento em que o estado brasileiro vive um período de golpe.

Há 20 anos, a ANCED se faz presente em 16 estados e no Distrito Federal no Brasil a partir da ação desenvolvida pelos 31 CEDECAs filiados, que unificam-se pela missão de proteção jurídico-social de direitos humanos de crianças e adolescentes.