Nesta terça-feira (dia 25 de julho), Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, acontece em São Paulo a “Marcha de Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós, pelo bem viver” em uma data que une pela luta, pelo enfrentamento de todas as opressões e pelo objetivo de superá-las.

As mulheres, em especial as mulheres negras, sempre foram protagonistas dos movimentos pela Saúde, pela Habitação, pela Educação. “Não sem luta e não sem Marcha, conquistamos o SUS, os mutirões habitacionais, a Lei 10.639/03 e, recentemente, as cotas raciais na USP. Sabemos que estamos distantes de uma sociedade igualitária, livre de racismo, machismo, luta de classe, fobias e ódios de todas as ordens, mas sabemos também que essa sociedade igualitária é possível através do nosso ativismo, da nossa Marcha”, diz a nota de convocação da marcha.

O coletivo Marcha das Mulheres Negras de São Paulo ajudou a construir a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a violência e pelo Bem Viver, que levou a Brasília cerca de 50.000 mulheres, e organizou, em 2016, a primeira marcha na cidade de São Paulo pelo 25 de Julho, que levou mais de 3.000 mulheres pelas ruas do Centro.

“No momento em que o Brasil atravessa uma grave crise política, com o desmantelamento de políticas públicas duramente conquistadas, com desmandos por parte de governos elitistas e conservadores, nós negras de São Paulo trazemos para toda a sociedade questões que nos afetam diretamente e que queremos ver enfrentadas por todas as pessoas que acreditam num novo projeto de nação”, diz o texto.

O ato contará com as presenças do grupo Ilú Obá De Min, Luana Hansen, Mc Sophia, Levante Mulher, roda de Capoeira e Jongo, além de diversas intervenções artísticas e falas de Coletivos durante toda a Marcha.

Serviço

Quando? Nesta terça, dia 25/07/2017

Concentração: às 17h00, na Praça Roosevelt

Encerramento: no Largo do Paissandu