No Agora

Entidades conveniadas que prestam serviços de assistência social para a Prefeitura de São Paulo temem a piora na qualidade do atendimento e até o encerramento das atividades depois que a gestão João Doria (PSDB) mudou o modelo do contrato dos convênios.

No dia 1º, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social publicou uma portaria no “Diário Oficial” da Cidade alterando a duração de 97 convênios, de 24 a 30 meses, para apenas um mês.

Além disso, o pagamento será feito apenas após a comprovação do serviço feito. Até então, os contratos tinham um valor mensal preestabelecido.

As entidades afetadas mantêm serviços para crianças em situação de vulnerabilidade, mulheres vítimas de agressões, moradores de rua e idosos.

Resposta

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, da gestão João Doria (PSDB), não disse o motivo da mudança nos contratos nem o que acontecerá com o atendimento prestado pelas entidades após setembro.

Não comentou a afirmação de que o secretário Filipe Sabará disse que não haverá mais verba a partir de setembro.

A gestão Doria afirmou apenas que a secretaria “enfrenta dificuldades financeiras decorrentes da queda na arrecadação de impostos, assim como as demais instâncias do poder público”.

A prefeitura disse ainda que o Orçamento elaborado pela gestão Fernando Haddad (PT) “deixou um deficit não equacionado e previu aumento de serviços sem previsão real de arrecadação”.

“As equipes da secretaria têm se desdobrado para absorver ao máximo esta crise sem prejudicar nenhum dos serviços prestados à população”, afirmou. Sobre o comunicado às entidades, disse que ele “visa proteger a identidade e intimidade das pessoas”.

A assessoria de Haddad afirmou que “alguns secretários da nova gestão confundem rumo orçamentário com frustração da receita, ditada sobretudo pela recessão”. Disse que deixou R$ 5,5 bilhões em caixa.