Com informações da Agência Brasil

De dez locais pesquisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para a construção do novo Atlas da Vulnerabilidade Social, quatro apresentaram aumento do índice. Recife, a capital pernambucana e seu entorno dispararam e estavam 16,3% mais vulneráveis em 2015 do que em 2011. A piora no índice foi bem maior do que ouras capitais que também tiveram índices de vulnerabilidade pior em 2015, como Fortaleza (3,9%), Porto Alegre (0,4%) e São Paulo (2,4%).

O índice demonstra uma reversão na tendência observada na primeira série histórica do Atlas. Entre 2000 e 2010, a Região Metropolitana de São Paulo registrou melhora de 23% no índice.

Nesta nova série histórica, segundo a análise do Ipea, todas as áreas pesquisadas apresentaram oscilação de índice a cada ano, diminuindo ou aumentando, “sem um padrão aparente”, conforme citado no estudo recentemente divulgado. Se observado o índice nacional, no entanto, ainda existe uma tendência de redução da vulnerabilidade social, embora em menor proporção que na primeira série. A curva muda em 2014, quando houve aumento do Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) de 2%.

Para medir a vulnerabilidade social, o Ipea analisa características em três áreas: infraestrutura urbana, renda e trabalho e capital humano.

Desemprego e trabalho infantil

Na área de renda e trabalho houve 22% de piora no índice entre 2011 e 2015 para a Região Metropolitana do São Paulo. Em infraestrutura urbana, a região ficou estagnada, enquanto que o único fator de melhora registrado foi em capital humano (melhora de 21,7%).

Se em relação às capitais e regiões metropolitanas é difícil definir um padrão de desempenho, segundo a coordenadora técnica do Atlas, quando se observa o índice nacional é possível identificar uma “estagnação”. “A tendência de queda da vulnerabilidade no país como um todo parou. A gente identifica que esse é um momento de inflexão. Como se a gente tivesse parado, pensando para onde isso vai a partir de agora. Vai subir ou vai descer? A gente vinha numa curva descendente, a gente está num ponto de estagnação”, afirma Bárbara Marguti.