Leonardo Fuhrmann, do Agora

A gestão João Doria (PSDB) não destinou no Orçamento de 2018 os recursos necessários para o funcionamento do Hospital Municipal de Parelheiros, no extremo da zona sul da capital.

A Secretaria Municipal da Saúde estima em cerca de R$ 100 milhões o custo anual da unidade, que deve começar a funcionar no ano que vem.

Em uma audiência da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, no dia 23 de outubro, a chefe de gabinete da AHM (Autarquia Hospital Municipal), Tania Pedroso, afirmou aos vereadores que a Secretaria da Fazenda tirou da peça orçamentária do ano que vem os recursos que estavam previstos para o funcionamento da unidade.

A Autarquia Hospitalar é responsável pela gestão de 34 unidades, entre hospitais e prontos-socorros municipais.

“Não está previsto. Foi cortado do pedido [feito pela Saúde para a Secretaria da Fazenda]”, disse Tania, ao responder a uma pergunta da vereadora Juliana Cardoso (PT) sobre os recursos para o custeio do hospital.

Segundo ela, a autarquia está negociando com a Secretaria da Fazenda a volta dos recursos.

Resposta

A Secretaria da Fazenda da gestão João Doria (PSDB) afirmou, por meio de nota, que a Saúde terá prioridade nos recursos das concessões que serão realizadas pela prefeitura (parques, Interlagos, Anhembi, etc.).

Disse ainda que o hospital de Parelheiros receberá recursos de R$ 40 milhões economizados pelo Tribunal de Contas do Município.

A Autarquia Hospitalar Municipal disse, também por meio de nota, que a conclusão e inauguração do hospital de Parelheiros estão previstas para 2018, mas não confirmou o prazo dado pela chefe de gabinete Tania Pedroso durante a audiência da Câmara Municipal no dia 23 de outubro.

A Secretaria de Saúde não respondeu se há outras formas de obter recursos para garantir o funcionamento do hospital.