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O Banco Mundial alterou a métrica usada para delimitar a quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha do pobreza e isso elevou de quase 9 milhões para 45,5 milhões o número de brasileiros considerados pobres. Isso equivale a 22% da população.

A mudança foi feita porque as autoridades acharam mais apropriado fazer as estimativas levando em conta a renda média e o nível de desenvolvimento de cada País.

Antes, o Banco Mundial utilizava o consumo diário inferior a 1,90 dólar como métrica. Agora, há outras duas margens, de 3,2 dólares e 5,5 dólares. Este último valor é o novo patamar utilizado no Brasil.

Segundo reportagem da Folha desta terça (31), o número de pobres vinha diminuindo na última década, mas voltou a subir em 2015, de acordo com dados do próprio Banco Mundial.

“Sob a linha de US$ 1,90 por dia a fatia da pobreza correspondia a 3,7% em 2014 e subiu para 4,3% no ano seguinte. Quando a régua sobe para US$ 5,50 diários, a parcela de brasileiros abaixo da linha vai a 20,4% em 2014, crescendo para 22,1% em 2015”

Na tabela exposta pelo jornal, analisando poucos países com base em dados de 2014, o Brasil só perde para a Bolívia (22,7% da população está abaixo da linha da pobreza), México (38,8%) e Togo (90%).

A professora da UFRJ Celia Kerstenetzky achou a mudança positiva. Para ela, a pobreza era subestimada quando a métrica era o consumo de 1,90 dólar ao dia.