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O Brasil registrou 17,8 milhões de crianças e adolescentes vivendo abaixo da linha da pobreza em 2016. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo estudo, diz que esse número representa 42% da população de 0 a 14 anos.

O patamar usado para calcular a linha da pobreza é o de US$ 5,5 dólares por dia. Ou seja, se uma família vivia no ano passado com menos de R$ 387,07 por mês, pode ser incluída nesse grupo da população, que somava 52,1 milhões em 2016 (25,4% dos brasileiros). Homens e mulheres pretos ou pardos são a maioria: 38,1 milhões.

Mais da metade (64%) das mulheres pretas ou pardas sem cônjuge e com filho de até 14 anos viviam abaixo da linha da pobreza, segundo o estudo. Esse patamar cai para 29% quando o recorte é de casais com filhos.

Segundo o IBGE, o alto percentual de mães solteiras negras abaixo da linha da pobreza “indica um acúmulo de desvantagens para esse grupo que merece atenção das políticas públicas”.

O Nordeste tem a maior incidência de famílias na pobreza extrema (43,5% da população) e o Sul registra a menor: 12,3%.

O Maranhão é o Estado que mais concentra famílias que vivem com menos de US$ 5,5 por dia: 52,4%. Em seguida vem o Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%). Santa Catarina tem o menor percentual: 9,4%.